Autora

Olá! Meu nome é Débora Menezes. Sou jornalista e educadora ambiental, e mestra em Divulgação Científica e Cultural pelo Laboratório de Jornalismo Avançado da Universidade Estadual de Campinas (Labjor-Unicamp). Atualmente coordeno a Educom Verde Comunicação e Educação Ambiental. 

Depois de alguns anos viajando pelo Brasil para avaliações e reportagens sobre turismo em publicações como  o Guia 4 Rodas, revista Caminhos da Terra e Editora Empresa das Artes, eu continuo gostando de viajar. Mas nos últimos anos minha "desculpa" não é só a de conhecer o país. Há algum tempo venho pensando e praticando metodologias e ferramentas de comunicação que contribuam para o diálogo entre natureza e sociedade, entre instituições e comunidades, para que o ambiente "não seja um fim, mas realmente um meio".

Quando saí do guia passei a escrever para a área de educação, inicialmente reportagens temáticas para a revista Nova Escola e o site Planeta Sustentável. Após assistir aulas, como aluna especial, do professor Ismar de Oliveira Soares (do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo), empolguei-me de vez com a educomunicação, que virou tema de blog e motivação para a minha vida profissional.  O que me motiva: pesquisar e atuar para que a comunicação atue na educação e na mobilização social, com foco na qualidade de vida e na gestão participativa do ambiente que nos cerca.

Não parei mais de pensar e agir sobre isso. Me liguei na importância das tecnologias de comunicação disponíveis na rede e atuei como editora de conteúdo em portais como o Klick Educação. Não contente em apenas entrevistar profissionais, passei a atuar diretamente na área educativa, elaborando planos de aula sobre temas socioambientais para projetos educacionais da revista Horizonte Geográfico, e daí não parei mais. Desde então, contribuí com editoras e ongs na produção de materiais para a educação ambiental no ensino formal e não formal.

A parceria com o Instituto Supereco foi minha primeira atuação profissional com oficinas de mídias comunitárias, produzidas pelos próprios participantes. Duas alunas até participaram da cobertura do VI Simpósio Brasileiro de Educomunicação, do qual também fiz parte, com um workshop sobre uso de blogs na educação ambiental ao lado da educadora Josete Maria Zimmer.

Vim para a Bahia em 2009, contratada pelo Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio) para uma consultoria de educomunicação. A proposta foi fazer jornais comunitários junto a pescadores e indígenas do Parque Nacional do Descobrimento e Reserva Extrativista Marinha do Corumbau, no Extremo Sul do Estado. Dessa consultoria nasceram os jornais Tanara, hoje no segundo número, e O Oiti.

Logo em seguida, coordenei a área de educomunicação do PEAMSS - Projeto de Educação Ambiental e Mobilização Social em Saneamento, realizada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano/Empresa Baiana de Águas e Saneamento (SEDUR/EMBASA). Foi trabalho de quase um ano, em 13 municípios baianos, com oficinas de educação ambiental, educomunicação, 26 jornais comunitários e mais de 30 programas e vinhetas de rádio produzidos pelas comunidades.

Ainda na Bahia, construí o projeto Mobilização e Planejamento de Comunicação Para o Conselho do Parque Nacional do Pau Brasil, financiado pelo Programa Corredores Ecológicos. Na primeira fase, realizada no primeiro semestre de 2011, foram realizadas formações com o conselho consultivo deste parque, que fica em Porto Seguro (BA). Entre elas, uma oficina de planejamento de comunicação que definiu as linhas de uma segunda fase deste projeto, em andamento, quando serão realizadas oficinas de educomunicação, para a criação de jornais comunitários envolvendo comunidades do entorno dessa unidade de conservação.

Este projeto do Pau Brasil foi o primeiro a citar a ENCEA - Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental, construída pelo ICMBio para contribuir com a gestão participativa de unidades de conservação, que são áreas protegidas por lei. Na prática, é a aplicação de uma política pública por meio de parceria entre um órgão como o ICMBIO e uma empresa privada - a Educom Verde.

Ainda ajudei a realizar diagnósticos socioambientais para empreendimentos que precisam de licenciamento, e sigo pesquisando a relação entre comunicação, educação ambiental e acesso a informação.

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